“Cedo & Sentado” com Bicicletas de Atalaia, Apanhador Só e Jair Naves
Bicicletas de Atalaia
A Bicicletas de Atalaia surgiu no segundo semestre de 2009. O conceito original – iniciado por Bruno (voz/violão) e Leo Mattos (bateria/vocais) - nasceu da idéia de escrever poesias e harmonias que mesclassem rock e bossa nova. Os irmãos Mattos, vindos do pequeno e grandioso estado de Sergipe, encontraram em São Paulo os companheiros e parceiros ideais para completar a formação do grupo: Renan Cacossi (flauta/sax), Ilya Amarante (baixo) e Kaneo Ramos (guitarra). As composições se desenvolveram e criaram um universo próprio, além, advindo das influências do samba, do jazz e do pop rock sessentista.
Com um punhado de faixas-demo, um vídeo clipe e muitas tardes de ensaio a banda deu início a apresentações na capital paulista onde começam a atrair ouvidos curiosos.
Apanhador Só
Com críticas positivas ao seu primeiro disco cheio, lançado em abril de 2010, o Apanhador Só foi indicado à categoria Aposta MTV na última edição do Video Music Brasil, o quarteto de Porto Alegre surgiu em 2006, quando gravou o EP Embrulho Pra Levar. Com este trabalho, inscreveu-se e garantiu primeiro lugar no concurso de bandas do festival Trama Universitário, promovido pela TramaVirtual, que selecionou novos talentos para abrir shows de artistas consagrados. A partir daí, o Apanhador Só não parou de crescer.
O segundo EP, nomeado Apanhador Só, saiu em 2008. No mesmo ano, a banda passou pelo projeto Prata da Casa, do SESC Pompeia (São Paulo), à época com curadoria do jornalista cultural Pedro Alexandre Sanches, e foi destaque n’O Estado de S. Paulo em matéria de Jotabê Medeiros sobre “bandas para ficar de olho“. Ainda em 2008, o grupo esteve entre os finalistas do festival El Mapa de Todos, que reuniu em Brasília artistas de países sul-americanos, como Peru, Chile, Argentina, Uruguai e Brasil.
No ano seguinte, o Apanhador Só participou da Feira Música Brasil (um dos maiores eventos de negócios da música da América Latina), então realizada em Recife. Também em 2009, graças à aprovação em edital do Fundo Municipal de Apoio à Produção Artística e Cultural de Porto Alegre (FUMPROARTE), o Apanhador Só gravou seu celebrado álbum de estreia, produzido por Marcelo Fruet e com distribuição nacional. Disponível para download gratuito em seu site, o trabalho está prestes a atingir a marca de 20 mil downloads.
Em fevereiro de 2011, o grupo lançou o clipe da música “Um Rei e o Zé“, com exclusividade para a MTV. No vídeo, dirigido e produzido pela Sofá Verde Filmes, o grupo protagoniza uma emocionante partida de toca-bola na Zona Norte da capital gaúcha. Além das participações especiais de alguns parceiros da banda (como Marcelo Souto, co-autor da canção “Nescafé” com o vocalista Alexandre Kumpinski, o poeta Diego Grando e o compositor Ian Ramil, que também atua como figurante), o clipe chama atenção pela atraente fotografia.
A sonoridade do Apanhador Só é desafiadora: o rock mistura-se com as mais diversas influências e referências, seja com a presença do bandonéon em um legítimo tango (“Balão-de-Vira Mundo”) ou na sucata utilizada como percussão em quase todas as músicas – furadeira, máquina registradora, pato de borracha e até uma bicicleta modificada, que acompanha o grupo no palco. Toda essa atmosfera curiosa é completada pelas letras inspiradas de Kumpinski, as guitarras impressionantes de Felipe Zancanaro, as envolventes linhas de baixo de Fernão Agra e a bateria elegante de Martin Estevez.
Jair Naves
Araguari.., primeiro trabalho solo de Jair Naves, chega ao público na forma de EP em fevereiro de 2010. Na primeira audição e na passada de olhos pelos títulos das canções, percebe-se a homenagem à cidade que dá título ao trabalho e que fica ao norte do Triângulo Mineiro, celebrizada no cinema nacional pelo filme ..O Caso dos Irmãos Naves.., sobre a prisão, tortura e morte de dois irmãos que confessaram um crime que jamais cometeram. Mas ..Araguari.. é também e principalmente um mergulho na memória do compositor, que passou parte da infância na cidade. As lembranças e experiências do músico conduzem as canções, por vezes, ao lirismo das modas de viola e à nostalgia invertida das lacunas de quem se viu à margem; em outras, à volubilidade de quem não acredita mais no amor, mas que se vê surpreendido pela paixão; finalmente, ao travo da injustiça e do desajuste que Jair parece ter herdado da história da cidade... ..Em ..Araguari I.... (Meus Amores Inconfessos).., primeira faixa do EP – em cuja introdução se ouvem, ao fundo, diálogos do supracitado ..

O Caso dos Irmãos Naves.. – a linha de baixo e a da melodia vocal aludem à música sertaneja de raiz, conferindo à canção o lirismo típico da região. O arranjo como um todo, entretanto, renova o gênero e lhe confere atualidade, fazendo que ..Araguari I (Meus Amores Inconfessos).. seja a ponte musical e temporal entre a inocência perdida na cidade, de um lado, e a avaliação presente que Jair faz das experiências vividas, de outro. Duas faces da mesma moeda, face e reflexo invertido no espelho: é por meio das brigas compradas, das canções entoadas e dos amores inconfessos do título que a vida de hoje é investigada, como se a Araguari da infância, no que lhe faltava ou sobrava, orientasse o sentido da vida presente...Silenciosa.. é fortemente marcada pela parceria vocal com Júlia Frate e pelo arranjo simples, apenas com violão e piano. É a canção da fratura amorosa, mas sem os exageros da paixão. O que se ouve é um eu conformado, desacreditado do amor, mas que acaba por pacificar-se por constatar que “se não deu certo com a gente, acho que nunca vai dar”. Não é exatamente a separação que aflige, mas o fato de ela ter sido ..consensual, sem discussões, civilizada..: o eu que canta não se reconhece ao experimentar uma crise sem arroubos extremos.
Aonde: STUDIO SP ESPAÇO CULTURAL
Rua Augusta, 591 - SP - Tel/Fax: (55 11) 3129-7040
Entrada: Franca (OBS.: O Projeto Cedo & Sentado é gratuita para quem entrar até às 23h, e a permanência após às 00h, gera cobrança automática do valor de entrada da noite.)
Porta 21h / Show 22h - 00h - 02h
Studio SP